PMDF apreende três armas e 344 munições em chácara de Planaltina
Rotam foi acionada por morador que viu homem com arma longa; dois foram levados a 16a DP
A Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu três armas de fogo e 344 munições de calibres variados na tarde de sexta-feira (11), em Planaltina. Dois homens foram detidos e levados à 16ª Delegacia de Polícia, junto com o material.
A ocorrência começou com a informação de um morador, que avisou uma equipe da Rotam sobre um homem que estaria circulando com uma arma longa nas proximidades de uma chácara. Os policiais foram ao endereço e localizaram o suspeito, que autorizou a entrada na residência.
Durante a verificação, a equipe encontrou uma espingarda calibre .28 com a numeração suprimida sobre a cama do casal, com uma munição no interior. Em outros cômodos, foram localizadas uma pistola calibre .38 e outra calibre .22, além das munições e de carregadores.
O que foi apreendido
- uma espingarda calibre .28 com numeração suprimida;
- uma pistola calibre .38;
- uma pistola calibre .22;
- 344 munições de calibres diferentes;
- carregadores.
A Polícia Civil do Distrito Federal assumiu o caso para adotar as providências cabíveis. Os dois detidos são tratados como suspeitos até eventual condenação.
A Rotam é a companhia de rondas táticas da PMDF, acionada em ocorrências de maior complexidade e em patrulhamento de áreas rurais e de chácaras, onde a distância entre as propriedades reduz a chance de flagrante por patrulha comum. A 16ª DP atende Planaltina, a região administrativa de maior extensão territorial do Distrito Federal.
Numeração suprimida agrava a situação
Arma com numeração raspada ou apagada tem tratamento penal próprio. O Estatuto do Desarmamento, a Lei 10.826 de 2003, classifica como crime a posse ou o porte de arma de fogo com sinal de identificação suprimido, com pena de três a seis anos de reclusão, mais multa. É uma pena maior que a da posse irregular de arma comum.
A supressão da numeração dificulta o rastreamento da origem do armamento, que é justamente o caminho usado pela perícia para identificar desvio de lote, roubo de loja ou saída de acervo particular.
Quem mantém arma em casa sem registro no Sinarm ou com registro vencido também responde criminalmente, ainda que a pena seja menor. A regularização é feita pela Polícia Federal.
A quantidade de munição apreendida costuma pesar na investigação. Trezentas e quarenta e quatro unidades de calibres variados indicam estoque, e não uso esporádico, o que orienta a apuração sobre a origem do material e sobre eventual repasse a terceiros.
Denúncias sobre armas e munições podem ser feitas pelo 190, da PMDF, e pelo 197, da Polícia Civil. Nos dois canais o sigilo é garantido.
Em agosto, uma ação conjunta das polícias militares do DF e de Goiás no Gama apreendeu cinco armas, 114 munições e R$ 21 mil em espécie.