Saúde

Médica é agredida em hospital de Santa Maria, 2º caso no DF em agosto

Quatro profissionais de enfermagem também foram atingidos ao tentar conter o agressor no HRSM, no sábado

Uma médica foi agredida por um paciente durante atendimento no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no sábado, 15 de agosto, por volta das 15h30. Quatro profissionais de enfermagem que tentaram conter o agressor também foram atingidos.

Pelo relato do episódio, a médica foi chamada para avaliar um paciente que apresentava alteração de fala e possível quadro convulsivo. O irmão dele, já bastante agitado, questionou se havia uso de cocaína, e a médica repetiu a pergunta diretamente ao paciente.

Depois da pergunta, o paciente interrompeu o quadro que apresentava, demonstrou melhora e passou a agredir a médica verbal e fisicamente, inclusive com chutes. Dois enfermeiros e dois técnicos de enfermagem entraram para afastar o agressor e proteger a profissional, e acabaram agredidos. A Polícia Militar foi acionada, compareceu ao hospital e conduziu o homem à delegacia.

Segundo caso em hospital público do DF neste mês

É a segunda agressão a profissional de saúde registrada em unidade pública do Distrito Federal em agosto. Em 9 de agosto, por volta das 21h30, a enfermeira Gisella Souza Pereira, de 42 anos, foi agredida com socos, tapas e arranhões no Hospital Regional de Samambaia, conforme o Correio Braziliense.

Naquele caso, a paciente havia sido orientada a procurar uma UPA ou uma unidade básica porque o hospital estava em bandeira vermelha para clínica médica. Não houve prisão: as duas foram encaminhadas à 26ª Delegacia de Polícia e ao IML, e foi lavrado termo circunstanciado, o registro simplificado usado em crimes de menor potencial ofensivo.

O que a lei distrital prevê

Ao tratar do caso de Samambaia, a Secretaria de Saúde citou a Lei Distrital 7.934/2026 e ofereceu acolhimento institucional à enfermeira, com encaminhamento à Medicina do Trabalho para avaliação de afastamento temporário, segundo a mesma reportagem.

O Conselho Regional de Enfermagem se manifestou naquele episódio e afirmou que a violência não pode ser tratada como parte da rotina da enfermagem, comprometendo-se a acompanhar o caso.

No episódio do HRSM, não há até agora nota divulgada pela unidade, pela Secretaria de Saúde ou por conselho profissional. Também não foi informado se houve prisão em flagrante ou apenas registro de ocorrência.

O que muda para quem é atendido

Agressão a servidor em atendimento de urgência tem efeito direto sobre quem está na fila. Cada ocorrência interrompe o plantão, retira profissionais do posto por minutos ou horas e pode gerar afastamento por avaliação médica, o que reduz a equipe disponível nos dias seguintes.

Em unidades de porta aberta como o HRSM e o HRSam, esse efeito recai sobre a demanda espontânea, justamente o público que chega sem agendamento. A ampliação do horário das unidades básicas no DF é uma das medidas usadas para desafogar essa porta.

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