Saúde

Centro obstétrico do Hran reabre reformado, com R$ 550 mil e um leito a mais

Unidade da Asa Norte, que faz cerca de 200 partos por mês, voltou a atender na quinta (22/10); Taguatinga é a próxima da fila, sem prazo divulgado.

O centro obstétrico do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) voltou a atender parturientes na quinta-feira (22/10), depois de uma reforma de R$ 550 mil. A sala de recuperação ganhou um leito a mais.

A governadora Celina Leão visitou a unidade na sexta (23/10) para ver as obras prontas. O balanço só foi divulgado nesta segunda (26/10) pela Agência Brasília, que explica o intervalo: o texto foi produzido durante o defeso eleitoral, entre 4 de julho e 25 de outubro, e saiu depois de expirada a vedação da Lei 9.504/1997.

Entrada do pronto-socorro do Hran, com o prédio do hospital ao fundo (foto de arquivo)
Pronto-socorro do Hran, na mesma unidade do centro obstétrico reformado (imagem de arquivo).Foto: Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O que foi feito no centro obstétrico

A unidade registra, em média, 200 nascimentos por mês. A reforma cobriu:

  • novos pisos, paredes e pintura;
  • instalações elétricas e iluminação;
  • climatização;
  • rede de gases medicinais;
  • adequação dos ambientes assistenciais;
  • um leito a mais na sala de recuperação.

O espaço mantém leitos para pré-parto, parto e puerpério, a fase conhecida pela sigla PPP. Nas duas primeiras horas depois do parto, a paciente fica sob observação contínua. O ginecologista Cláudio Albuquerque, responsável técnico do centro obstétrico, descreve esse período como crítico para prevenir complicações e sangramentos.

As salas de parto têm banqueta, um banco aberto na frente para quem quer ter o bebê de cócoras ou sentada, e bola para exercícios. "O bebê não sai do lado dela", explicou o médico sobre a rotina de atendimento humanizado.

Albuquerque trabalha no hospital desde 2009 e diz que a obra foi a primeira intervenção desse porte no setor. "De 2009 até hoje, essa foi a primeira revitalização que recebemos. É como se você tivesse revitalizado a sua casa", afirmou.

O que o GDF disse e o que vem a seguir

Segundo a governadora, a ordem é reformar todos os centros obstétricos da rede, inclusive os alojamentos. "Nós já fizemos isso no Hospital Regional de Ceilândia, no Hmib e, agora, aqui no Hran. Vamos partir para Taguatinga também", disse Celina Leão. Para ela, a mudança traz "qualidade de vida para o pai que está acompanhando, para a mãe no momento do parto e para os nossos profissionais".

O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, classificou a obra como compromisso com uma assistência "mais humanizada, segura e acolhedora" a mães e bebês.

A nota oficial não informa valor, prazo ou data de início da obra em Taguatinga. Também não diz se o Hran precisou remanejar gestantes para outras maternidades durante a reforma. Esses dois pontos ficam em aberto até nova divulgação da Secretaria de Saúde.

O Hran concentra outros serviços abertos ao público. Um deles é o Ambulatório do Viajante, gratuito pelo SUS, que orienta sobre vacinas antes de viagens. Para quem sai da maternidade e quer doar leite, o DF tem rede própria de bancos e postos de coleta, tema da matéria sobre a doação de leite humano no DF.