Estudantes de 12 anos do DF levam pesquisa a Harvard e ao MIT
Lucas Freitas Vieira e Rafael Kessler Ferreira apresentam trabalhos de criptografia quantica e imagem medica no Global Health Catalyst Summit
Dois estudantes brasilienses de 12 anos, Lucas Freitas Vieira e Rafael Kessler Ferreira, vão apresentar pesquisas próprias no Global Health Catalyst Summit 2026, encontro internacional de saúde realizado entre 16 e 22 de setembro em Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Os dois foram recebidos pela governadora Celina Leão no Palácio do Buriti nesta segunda-feira (24).
Os trabalhos combinam saúde, inteligência artificial e segurança de dados. Lucas vai apresentar um sistema de criptografia para proteger prontuários médicos, com chaves geradas a partir de medições feitas em um computador quântico real. Rafael leva um trabalho de processamento digital de imagens médicas, com formulação matemática aplicada a soluções computacionais para a área de saúde.
A viagem e a participação no encontro são articuladas pelo Governo do Distrito Federal e pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).
O que a governadora disse
No encontro no Buriti, Celina Leão citou a necessidade de uma política específica para estudantes com altas habilidades na rede do DF. "Nós precisamos desenvolver um grande programa para altas habilidades aqui no Distrito Federal", afirmou.
O atendimento a alunos com altas habilidades ou superdotação já é previsto na educação básica, e a rede pública do DF mantém salas de recursos para esse público. O que a governadora sinalizou é a formatação de um programa próprio, sem detalhamento de prazo ou orçamento até o momento.
O evento
O Global Health Catalyst Summit reúne pesquisadores, médicos e gestores de saúde em torno de cooperação internacional e redução de desigualdades no acesso a tratamento, com programação dividida entre as duas universidades da região de Boston. A edição de 2026 acontece na semana de 16 a 22 de setembro.
Segundo a organização da missão, Lucas e Rafael são os primeiros cientistas brasileiros dessa faixa etária a apresentar pesquisa original no encontro. Os dois estudam na rede pública do Distrito Federal.
Os dois trabalhos se encontram no mesmo problema: como usar dado de saúde sem expor o paciente. A criptografia com chave gerada em computador quântico ataca a proteção do prontuário; o processamento de imagem médica trata do que se extrai do exame depois. É o tipo de pesquisa que costuma nascer em laboratório de universidade, não em sala de aula do sexto ano.
O que vem depois da viagem
A ida a Boston é apenas o compromisso de setembro. No encontro no Buriti, o governo sinalizou interesse em transformar a experiência em política pública, com a ideia de usar a visita a museus de ciência norte-americanos como referência para um equipamento do tipo em Brasília. Não há projeto formalizado, prazo nem orçamento anunciado.
Serviço
- Evento: Global Health Catalyst Summit 2026
- Quando: de 16 a 22 de setembro de 2026
- Onde: Universidade Harvard e MIT, em Cambridge e Boston (Estados Unidos)
- Estudantes do DF: Lucas Freitas Vieira e Rafael Kessler Ferreira, ambos com 12 anos
- Apoio: Governo do Distrito Federal e FAPDF
Leia também: Ideb 2025: DF fica abaixo da média nacional nas três etapas avaliadas.