Fim de aluguel pode levar 35 alunos com deficiência da 26 de Setembro para longe de casa
SEEDF planeja transferir em 2027 os estudantes do CED 6, hoje em imóvel alugado na 26 de Setembro, para o Centro Educacional 6 de Taguatinga; pais e professores temem a distância
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O fim do contrato de aluguel de um prédio na 26 de Setembro pode obrigar 35 alunos com deficiência a estudar longe de casa a partir de 2027. A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) planeja transferir os estudantes, hoje atendidos em quatro turmas de uma unidade do Centro Educacional 6 (CED 6) na região, para o prédio principal do CED 6, em Taguatinga.
Os alunos têm deficiência visual, síndrome de Down e transtorno do espectro autista. A mudança preocupa famílias e professores, que temem perder o atendimento próximo de casa conquistado ao longo dos últimos anos.
O que diz a SEEDF
Procurada, a Secretaria de Educação afirmou que "a transferência ocorrerá de forma planejada e com a manutenção dos alunos juntos" e que "os professores efetivos também terão suas lotações garantidas". Segundo a pasta, os estudantes serão levados para um espaço próprio da secretaria, adequado ao atendimento escolar, a partir de 2027.
A SEEDF não divulgou a data exata de encerramento do contrato de locação nem o valor do aluguel pago atualmente pelo imóvel da 26 de Setembro.
O que os pais e professores temem
Samara Ferreira, 44 anos, mãe de um dos alunos, afirma que a mudança vai interferir na rotina da família: "Tudo isso vai interferir no nosso trabalho, porque hoje conseguimos levar e buscar porque é perto de casa."
Cleoman Porto, 72 anos, pai de outro estudante, descreve o risco de retrocesso no desenvolvimento do filho: "Quando ele muda de lugar, ele retrocede." Já a professora Alexandra Silva de Castro, 62 anos, resume o princípio que orienta a educação inclusiva: "O aluno tem que estar próximo da sua comunidade."
Gisele Carvalho, 48 anos, que integra a prefeitura comunitária da região, defende outra solução. "A construção de uma escola na 26 de Setembro é a solução mais urgente", diz.
Por que a SEEDF aluga um prédio para atender a região
A 26 de Setembro não tem unidade própria de ensino especial consolidada. Para suprir essa lacuna, a SEEDF passou a alugar o imóvel onde funciona hoje a extensão do CED 6, com quatro turmas específicas para os alunos da região. É esse contrato de locação que está perto do vencimento e motivou o plano de remanejamento para 2027.
O CED 6, em Taguatinga, é referência da rede pública do DF no atendimento a estudantes com deficiência visual, síndrome de Down e transtorno do espectro autista, com salas de recursos e profissionais especializados no prédio principal. É para essa estrutura que a SEEDF pretende concentrar o atendimento, unificando o que hoje está dividido entre dois endereços.
Para as famílias, a distância é o ponto central da resistência: hoje os alunos saem de casa, na própria 26 de Setembro, e chegam à sala de aula em minutos. Levados para Taguatinga, o trajeto diário passa a depender de transporte escolar adaptado, algo que a SEEDF ainda não detalhou publicamente nem em prazo nem em rota.
A expectativa das famílias é que a secretaria abra um canal formal de diálogo antes de fechar o cronograma da mudança, com reunião marcada no CED 6 para apresentar o plano completo de transporte e de manutenção das turmas.
O que está confirmado até agora
- Quem é afetado: 35 alunos com deficiência, em 4 turmas
- Onde estudam hoje: unidade do CED 6 em prédio alugado na 26 de Setembro
- Para onde vão: Centro Educacional 6, em Taguatinga
- Quando: mudança prevista para 2027
- Professores: SEEDF garante manutenção da lotação dos efetivos
Pais e professores devem acompanhar os próximos passos da transferência junto à direção do CED 6 e ao Conselho Escolar, que são os canais oficiais para cobrar prazo, transporte escolar adaptado e manutenção do atendimento especializado durante a mudança.
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