Sem Osso leva dança contemporânea ao Teatro Engrenagem, na 708 Norte
Solo de Lívia Bennet com direção de Édi Oliveira tem seis sessões, ingressos a R$ 20 e duas datas com Libras e audiodescrição
Neste texto4 tópicos
O Teatro Engrenagem, no subsolo da 708 Norte, recebe de 7 a 12 de outubro o solo de dança contemporânea Sem Osso, com a bailarina Lívia Bennet. São seis apresentações, com ingressos a R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada pelo Sympla.
A direção é de Édi Oliveira, mestre em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB) e professor do curso superior de Teatro do IESB. O espetáculo integra o projeto MECÂNICORGANICO e chega ao palco depois de dez anos de amadurecimento, segundo a produção.
Que horas começa cada sessão
O horário muda no meio da temporada e vale conferir antes de sair de casa. Nos dias 7, 8 e 9 de outubro, quarta a sexta, a cortina sobe às 20h. Nos dias 10, 11 e 12, sábado a segunda, o espetáculo começa uma hora mais cedo, às 19h.
A duração é de 50 minutos e a classificação indicativa é de 16 anos. As sessões de domingo e segunda, dias 11 e 12, têm intérprete de Libras e audiodescrição; são as únicas duas datas com esses recursos.

O que a peça tira do palco
O projeto começou pela tensão entre corpo e novas tecnologias, com projeção e vídeo previstos em cena. Durante a criação, tudo isso saiu. O que ficou foi o corpo da intérprete sozinho no centro da experiência, em um trabalho minimalista que usa órgãos, membros, sensações, desejos e quedas para questionar o que se entende por organicidade.
A obra dialoga com o conceito filosófico de corpo sem órgãos e propõe a ideia de um corpo sem osso, capaz de dilatar limites e deslocar padrões. A queda é movimento recorrente na coreografia e aparece menos como perda de equilíbrio e mais como possibilidade de transformação.
"Quando meu corpo entendeu que assim seria e que estava tudo bem, ele se permitiu ser guiado e instigado. Me propus então a me despir de julgamentos e enfrentar quaisquer que fossem os medos", diz Lívia Bennet.
Quem está em cena e na direção
Lívia Bennet é bailarina, atriz, professora, coreógrafa e intérprete. Integrou o Basirah Grupo de Dança Contemporânea entre 2000 e 2012 e a Foco Companhia de Dança de 2017 a 2024. Também fundou a Trupe de Argonautas, coletivo de circo, dança e teatro.
Édi Oliveira passou pela Anti Status Quo cia de dança e pelo Basirah Núcleo de Dança Contemporânea. Em 2000 criou o grupo dançapequena, para o qual dirigiu e coreografou vários espetáculos. Sem Osso integra uma sequência de trabalhos que ele desenvolveu entre 2024 e 2026.
"A proposta é lançar o olhar sobre o Corpo Humano como uma tecnologia por si só, buscar nesse corpo possibilidades de existência que, no espetáculo, se dão pelo corpo em movimento", resume o diretor.
A montagem é realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), mesmo mecanismo que sustenta boa parte das temporadas de dança da cidade. A linguagem já ocupou o palco principal de Brasília na mostra que levou escolas de dança ao Teatro Nacional e fechou o ciclo Mergulhos na Criação com uma mostra gratuita no Centro de Dança do DF.
Serviço
- O quê: Sem Osso, solo com Lívia Bennet e direção de Édi Oliveira
- Quando: 7, 8 e 9 de outubro, às 20h; 10, 11 e 12 de outubro, às 19h
- Onde: Teatro Engrenagem, SHCGN 708/709, bloco B, entrada 30, subsolo, Asa Norte
- Quanto: R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia, pela página do evento no Sympla
- Acessibilidade: Libras e audiodescrição nos dias 11 e 12; 10% da lotação reservada à gratuidade para pessoas com deficiência
- Duração: 50 minutos
- Classificação: 16 anos
A sala é pequena e fica no subsolo da quadra comercial, sem estacionamento próprio. Quem vai às sessões com acessibilidade deve reservar antes, porque são só duas datas. A agenda seguinte do grupo sai pelo perfil @mecanicorganico.
Informações repassadas à redação pela assessoria.