Flona de Brasília tem trilhas de 6 a 36 km; veja qual escolher
O ICMBio descreve quatro percursos autoguiados e um circuito curto na unidade de Taguatinga; horário e ingresso não constam da página oficial
Neste texto4 tópicos
A Floresta Nacional de Brasília, em Taguatinga, tem quatro trilhas de caminhada sinalizadas, de 6 a 36 quilômetros, além de um circuito curto, de cerca de 40 minutos. As informações são do ICMBio, órgão federal que administra a unidade, e servem para escolher o percurso antes de sair de casa.
A Flona fica na BR-070, km 1, e protege 5,6 mil hectares de cerrado criados por decreto em 1999. Segundo o instituto, as nascentes preservadas ali alimentam a barragem do Descoberto, responsável por cerca de 60% do abastecimento de água do Distrito Federal.

Qual trilha escolher
Todas as trilhas dos Caminhos da Flona são autoguiadas: cada percurso tem uma cor de pegadas pintada nas placas.
- Murundus: a mais curta, cerca de 40 minutos, esforço baixo. A sinalização é uma pata de anta, e o trajeto foi pensado para escolas e projetos de educação ambiental.
- Jatobá, 6 km, pegadas rosa: leva até duas horas e é a indicada para iniciantes. Passa por um espaço de meditação e pelo Córrego dos Currais, um dos que abastecem a barragem do Descoberto.
- Pequi, 12 km, pegadas laranja: esforço moderado e pequenos obstáculos, de três a quatro horas. Os pontos de destaque têm nomes como Lost e Matinha.
- Buriti, 18 km, pegadas azuis: pede bom condicionamento e leva ao menos cinco horas. No caminho estão o Samambaião, o Paliteiro (muitas árvores de tronco fino) e a ponte do Córrego das Pedras, apelidada de Geladeira porque a temperatura costuma ser mais baixa.
- Sucupira, 36 km, pegadas amarelas: a mais longa, parte da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso. Exige experiência e, num só dia, no mínimo 12 horas.
Para a Sucupira, o ICMBio recomenda dividir o trajeto em dois dias usando a Bica da Lata, ponto de apoio com água potável direto da cachoeira e área de camping. Acampar exige agendamento prévio pelo serviço de autorização do gov.br.
Como não se perder
Além das pegadas coloridas, a unidade usa três marcas pintadas no caminho. A faixa zebrada amarela manda seguir em frente. Um X indica o caminho que não deve ser seguido. Uma seta ou faixa branca mostra a saída mais rápida até uma via pública a partir daquele ponto. Há ainda placas de destino, de distância percorrida e de emergência, e o instituto pede que o visitante leve o mapa do circuito.
Quem usa cadeira de rodas pode pedir uma das cadeiras adaptadas para trilha da Flona pelo e-mail flonabrasilia.df@icmbio.gov.br.
Como chegar à Flona
De ônibus, saindo da Rodoviária do Plano Piloto, as linhas 0.906 e 0.405 chegam à unidade. O ICMBio informa passagem de R$ 5,50 em sua página de visitação. De carro, o acesso é pela EPTG/Pistão Norte ou pela Estrutural. Nos dias úteis, a Estrutural fica invertida no sentido Taguatinga até as 9h20, o que muda o trajeto de quem sai cedo.
A Flona também se liga ao Parque Nacional de Brasília pelo Arco Brasília, de cerca de 21 km. Quem quer um passeio mais curto e com piscina natural tem o roteiro do Parque Nacional, e quem prefere um passeio de jardim tem o Jardim Botânico.
O que a página oficial não diz
A página de visitação do ICMBio não traz horário de funcionamento nem valor de ingresso. Antes de ir, vale confirmar os dois pelo WhatsApp da unidade, (62) 99108-8386, ou pelo perfil @flonabsb no Instagram. Em 2024, incêndios deixaram a Flona fechada para visitação por um período, então a confirmação também serve para saber se a trilha escolhida está liberada.
Fonte: informações de visitação da Flona de Brasília, ICMBio, consultadas em 28 de outubro de 2026.