FIMA leva concerto gratuito sobre a China no Brasil colonial à UnB
Festival itinerante toca na Casa do Professor, na terça (3/11), às 19h, com telão de prédios históricos
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A Casa do Professor, na Universidade de Brasília (UnB), recebe na terça-feira, 3 de novembro, às 19h, o 4º Festival Interativo de Música e Arquitetura (FIMA). A entrada é gratuita. O concerto faz parte das celebrações do Ano Cultural Brasil-China 2026 e mistura música barroca com imagens de prédios históricos.
O tema desta edição é "A China entre nós: uma viagem musical pela história, arte decorativa, arquitetura e criatividade no Brasil colonial". A ideia é mostrar como elementos chineses chegaram ao país no período colonial e foram reinterpretados por artistas locais, as chamadas "chinesices", presentes em igrejas e acervos de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro.
O que será tocado
O programa tem três atos e um epílogo. Abre e fecha com "Chinoiserie I" e "Chinoiserie II", duas obras inéditas que o festival encomendou ao pianista e compositor André Mehmari para esta edição. No meio entram os "Minuetos de Lisboa", peças de dança portuguesas do século 18 de Pedro António Avondano, e composições chinesas transcritas pelo jesuíta Joseph-Marie Amiot.
O repertório inclui ainda uma sonata de Teodorico Pedrini, trechos da "Missa em Dó", de André da Silva Gomes, e a ária "Là, sui monti dell'Est", da ópera "Turandot", de Puccini, construída sobre a melodia chinesa "Flor de Jasmim". Completam a lista uma cantata anônima composta na Bahia em 1759 e quatro peças vocais de Sigismund von Neukomm, escritas no Rio de Janeiro em 1821.
Sobem ao palco Laura Ronai (flauta transversal barroca), Daniel Guedes (violino), João Guilherme Figueiredo de Miranda (violoncelo barroco) e Bruno Procopio (cravo e direção musical), com a soprano Yu Xi e a mezzo-soprano Carolina Faria.

Música com imagem
Durante o concerto, um telão exibe fotos de prédios e obras de arte com influência chinesa, além de vídeos de especialistas, como a historiadora Kamila Czepula e o arquiteto Raul Pereira. O diretor artístico do festival, Pablo Castellar, explica a proposta: "Queremos que o público não apenas ouça essa história, mas também a enxergue", disse, segundo o Brasil de Fato.
O festival também presta homenagem ao arquiteto chinês Kongjian Yu, morto em 2025 e criador do conceito de "cidades-esponja", de acordo com o Correio Braziliense. A apresentação de Brasília integra uma série itinerante: antes, o FIMA passa por São Luís (29/10) e por Belo Horizonte (1º/11).
Serviço
- O quê: 4º Festival Interativo de Música e Arquitetura (FIMA)
- Quando: terça-feira, 3 de novembro de 2026, às 19h
- Onde: Casa do Professor, campus Darcy Ribeiro, UnB, Asa Norte
- Quanto: gratuito
As fontes não informam retirada de ingresso ou inscrição prévia. Quem quiser garantir lugar deve confirmar nos canais do festival. Para quem prefere ficar no centro da cidade, a agenda do Clube do Choro em novembro tem outras opções de música ao vivo, como Claire Michael.