Cidades

Cartão gratuito de transporte no DF: quem tem direito e como pedir

Benefício atende pessoas com deficiência e pacientes com doenças crônicas graves; pedido pode ser feito pela internet, pelo aplicativo ou na estação do Metrô da 112 Sul

Moradores do Distrito Federal com deficiência ou com doenças crônicas graves têm direito ao cartão de gratuidade no transporte público e podem fazer o pedido sem sair de casa. O procedimento foi detalhado pela Agência Brasília nesta quinta-feira (13).

O benefício alcança pessoas com deficiência física, sensorial ou mental e pacientes com um conjunto específico de condições de saúde: insuficiência renal, insuficiência cardíaca, câncer, HIV, anemias congênitas como a falciforme e a talassemia e coagulopatias congênitas como a hemofilia. É preciso morar no DF.

Quais documentos são exigidos

A base do pedido é o laudo médico. Ele precisa ser preenchido no formulário próprio do programa e assinado por profissional com registro no Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal. Laudo em papel timbrado de consultório, fora do modelo, não é aceito.

  • Laudo médico no formulário do programa, preenchido e assinado por médico com CRM do DF;
  • RG ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade;
  • CPF do solicitante;
  • Comprovante de residência no DF emitido há no máximo 60 dias.

Depois do envio, a documentação passa por uma conferência inicial e segue para avaliação médica. Aprovado o pedido, o cartão é emitido. Todo o andamento pode ser acompanhado pelo próprio site, sem necessidade de ir a um posto.

Quantas viagens o cartão libera

O cartão vale por até dois anos e a renovação também pode ser feita pela internet ou presencialmente. O titular tem direito a oito acessos diários ao sistema. Quando a avaliação médica reconhece a necessidade de acompanhante, o limite sobe para 16 acessos, sendo oito de cada um.

O uso é pessoal e intransferível. Emprestar o cartão a terceiros abre processo administrativo e pode levar à suspensão do benefício, segundo as regras do programa.

O cartão roda dentro do sistema de bilhetagem eletrônica operado pelo BRB Mobilidade, o mesmo que gerencia os demais cartões de transporte do Distrito Federal. É por esse ambiente que o usuário faz o pedido, acompanha a análise e pede a renovação quando a validade se aproxima do fim.

Quem já tem gratuidade sem precisar do cartão

A gratuidade para pessoas com deficiência e pacientes crônicos não se confunde com a que a legislação federal garante à população idosa. O Estatuto da Pessoa Idosa, a Lei 10.741, de 2003, assegura transporte coletivo urbano gratuito a partir dos 65 anos, mediante apresentação de documento de identidade, sem processo de habilitação prévia.

A gratuidade se soma às mudanças recentes na rede do DF, que inclui testes com ônibus elétricos em Planaltina e Sobradinho. Veja quais linhas entraram no teste.

Serviço

  • Quem tem direito: moradores do DF com deficiência física, sensorial ou mental e pacientes com insuficiência renal ou cardíaca, câncer, HIV, anemias congênitas e coagulopatias congênitas
  • Pela internet: mobilidade.brb.com.br/passelivre/pcd
  • Presencial: estação do Metrô da 112 Sul, especializada nesse atendimento
  • Aplicativo: cadastro disponível para solicitação
  • Validade: até dois anos, com renovação online ou presencial
  • Custo: gratuito
2 visualizações